No Brasil, entre escolares de 13 a 17 anos, em média, 16,8% já experimentou cigarro eletrônico, segundo a SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).
O que é o cigarro eletrônico?
O cigarro eletrônico, ou também chamado de vape, pod, e-cigarrete, e-cigar, é um dispositivo que tem se popularizado em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil. Além disso, eles são caracterizados como DEF (Dispositivos Eletrônicos para Fumar). São produtos que possuem nicotina e diversas outras substâncias nocivas a saúde.
Sobretudo, o dispositivo pode ser encontrado no formato de pen-drive ou caneta. Geralmente é composto de uma lampa de LED, bateria, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho de nicotina liquida. O dispositivo funciona com aquecimento do líquido, produzindo um aerossol inalado pelo usuário.
Do contrário do que se pensa, o cigarro eletrônico vicia e pode fazer o usuário dependente, igual o fumante do cigarro normal. Além disso, o uso da nicotina desses dispositivos podem provocar aumento da pressão arterial, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias.
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Desde já, devemos ressaltar que a ANVISA proíbe todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar. A proibição engloba a importação, a comercialização, e a propaganda de forma geral. Conforme a resolução RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009.
”Na verdade, um refil daqueles, muda de um fabricante para o outro, mas tem média a nicotina de um maço inteiro de cigarros.”
Dr. Drauzio Varella, no seu canal do Youtube, alertando sobre os riscos do cigarro eletrônico.
Cigarro eletrônico faz mal?
Como dissemos anteriormente, o cigarro eletrônico pode causar problemas cardiovasculares e respiratórios. No entanto, a longo prazo, esses dispositivos podem causar desenvolvimento de câncer no pulmão, câncer nos seios da face, enfisema pulmonar e fibrose pulmonar.
Nesse sentido, o equipamento gera partículas ultrafinas que conseguem ultrapassar a barreira dos alvéolos pulmonares (responsável por fazer a troca gasosa entre o ambiente e o organismo) indo a corrente sanguínea. Dessa forma, causando uma reação no corpo que reagirá com uma inflamação sistémica.
Outro ponto de alerta é que os fabricantes não são transparentes com relação à composição de substâncias utilizadas nos dispositivos eletrônicos. Estima-se que esses produtos possuem cerca de 2 mil componentes químicos, sendo a maioria ainda desconhecida por quem os utiliza. Segundo a Sociedade Brasileira Pneumologia e Tisiologia.
Além disso, os médicos ressaltam que o cigarro eletrônico não ajuda a parar de fumar o cigarro normal. O paciente permanece dependente químico da nicotina caso troque o cigarro normal pelo eletrônico. Todavia, o tratamento para curar o vício do tabagismo deve haver ajuda profissional médica, psicólogos, com acompanhamentos e medicamentos.
Caso real:
Em 2021, Zé Neto, o cantor sertanejo, recebeu o diagnóstico de uma doença pulmonar chamada de vidro fosco. Em depoimento, ele atribui a doença ao uso do cigarro eletrônico. A doença pode causar falta de ar e dificuldade para respirar.
O vidro fosco é uma alteração vista na tomografia do tórax, que aparece secundária a alguma inflamação pulmonar.
Ainda assim, o cantor orientou que as pessoas que utilizam esses produtos, deixem de utiliza-los, pois fazem mal.
